Isto é a Rússia, não tentem perceber…

A Rússia, o maior país do mundo, tem uma história muito recente e talvez por isso tenha uma cultura tão diferente de todo o resto dos países da Europa. A nossa chegada a São Petersburgo representou, sem dúvida, o maior choque cultural que nós havíamos tido até à data. Para tentarem visitar e sentir o país, não o tentem entender, porque iam ser mal sucedidos…

O hostel? O hostel era de loucos, super divertido e animado, com muitos jovens e com um ambiente tipicamente russo. De dia as pessoas dormiam devido à ressaca da noite anterior, ou então bebiam vodka ou cerveja para a curar (nós, os portugueses, fazemo-lo com água, eles fazem-no com mais álcool). Durante a nossa estadia apanhámos festas de vodka todos os dias, duas delas pagas pelo hostel. O sistema era simples: toda a gente oferecia vodka, enchiam-se os copos, as pessoas bebiam, as garrafas acabavam. Durante esse período falava-se de tudo, ao mesmo tempo que se comiam pickles, pão amargo, peixe fumado, bolachas, batatas fritas e que se faziam caras feias – assim vos apresentamos o convívio russo. Mas havia ainda pessoas que realmente queriam conhecer a cidade – os estrangeiros -, para esses o dia começava com o amanhecer, pelas 9.30h da manhã.

Nós somos estrangeiros. Os nossos dias, em São Petersburgo, foram sempre iguais: saíamos cedo, íamos visitar uma igreja, um museu ou um palácio, almoçávamos, mais uma igreja e voltávamos ao hostel. Enquanto isso íamos arriscando a nossa vida a atravessar as passadeiras. Sobre os carros gostaríamos de deixar a curiosidade de todos eles estarem sujos, mas quando dizemos todos sujos (éramos capaz de arriscar os 95% dos carros), é mesmo a sério, ao ponto de não conseguirmos ver as matrículas em alguns.

O que também representou uma grande aventura para nós foi a visita de museus, esta era na base do jogo do advinha. Víamos as imagens, os quadros ou os objetos e tentávamos imaginar para que serviram ou a sua importância na história, pois não havia explicações em inglês, em quase lado nenhum. Uma vez, quando visitávamos a Catedral do Salvador do Sangue Derramado, uma senhora, já com uma certa idade e mesmo sabendo que não entendíamos russo, puxou-nos de um lado para o outro para nos explicar todos os pormenores, foi mesmo muito esclarecedor. Neste âmbito, achamos que é consensual dizer que a Rússia tem alguma dificuldade (como quem diz bastante) em ligar-se lá “com as coisas das Américas e das Inglaterras”. Para já, o mais habitual é encontrar pepsi-cola (uma marca russa), depois é a aversão que eles têm à língua inglesa que teimam em não querer aprender (nem mesmo as pessoas que lidam diretamente com turistas). Ainda sobre esta problemática, é chocante dizer que os jovens apenas sabem o mais básico – segundo algumas pessoas, eles nem chegam a aprender a construir frases na escola. O mais fácil de fazer nesta cidade das catedrais foi andar de metro, pois chegava-se ao balcão e só se tinha, com os dedos, dizer quantos bilhetes se queriam, sendo 25 rublos o preço de cada moedinha (cerca de 60 cêntimos). O mesmo não se pode dizer de levantar dinheiro. Uma vez, por exemplo, levantámos dinheiro completamente às cegas, sem saber se estávamos a escolher a opção de carregar o telemóvel ou a box lá de casa.

Mas ainda no metro fomos discriminados por duas vezes, onde só por falarmos português ou por termos a bandeira ao peito, nos mandaram passar pelo detetor de metais. Difícil de entender, não é? Não vale a pena o esforço…

Esta foi a segunda cidade onde permanecemos mais tempo. Durante a estadia tivemos a oportunidade de conhecer uma série de pessoas de diferentes países: Jantámos com americanos, francesas (uma delas foi campeã mundial de surf) e húngaros, outra vez com portugueses e alemães (que faziam Erasmus na Finlândia), jantámos com russos e brasileiros (também em Erasmus no mesmo país), almoçámos e visitámos monumentos com venezuelanos e bebemos, cantámos e falámos com colombianos, canadianos, ingleses, austríacos, turcos e checos.

Por fim, queremo-vos falar de um último episódio, o mais sério e assustador até à data… Tudo começou na manhã em que fomos comprar os bilhetes de comboio para Moscovo. Tínhamos levado do hostel um papel escrito, em russo, com tudo o que era necessário para a compra, para que não tivéssemos dificuldades na comunicação com a bilheteira. Já na fila de espera, a vendedora, a dada altura, desligou as luzes e saiu da sua cabine. Ficámos confusos, mas depois percebemos que, de duas em duas horas, havia uma pausa de 10 minutos para o pessoal. Pagos os bilhetes e verificados os passaportes, estávamos prontos para apanhar o comboio das 22:50h, fazendo deste modo a viagem de noite numa carruagem com mais de 50 camas. Os transportes públicos na Rússia são, globalmente, muito velhos e desatualizados, o mesmo verificou-se com o comboio… Inicialmente custou bastante adormecer devido ao cheiro a álcool e ao calor enorme que se sentia, estava toda a gente a transpirar. Havia inclusivamente em cada cama um paninho de rosto para que os passageiros pudessem limpar o seu suor. Mas o sono veio e, apenas de boxers, adormecemos. Numa noite que parecia já estar a começar mal, veio a complicar-se ainda mais…

Por volta das duas da manhã, o revisor acorda-me (Tiago) para que o acompanhasse. Estava-me a mandar ir para uma cabine que eu, sem entender, dizia que não era minha, que não correspondia ao número de cama do meu bilhete. Ele falava russo comigo como se eu fosse obrigado a entender e, em dada altura, começo a aperceber-me que ele me estava a mandar sair na próxima paragem, já que ele estava a bater no vidro, a mostrar-me o relógio e a apontar para fora. Assustado com a situação, fui buscar o meu passaporte e chamar o Gonçalo, já estava a imaginar o cenário de sermos expulsos do comboio num local qualquer longe da cidade e sem saber como comunicar. Agressivamente, falava-nos cada vez mais alto, e mostravam-nos constantemente um género de comprovativo de bilhete que, aparentemente, não correspondia ao meu número de passaporte. O Gonçalo, também preocupado, foi procurar alguém que soubesse minimamente inglês e que nos pudesse ajudar a perceber o que se passava. Um senhor, muito prestável, ajudou-nos a acalmar o revisor e transmitiu-nos que, ao que parecia, havia uma incorrecção com o meu bilhete que não consegui perceber qual era. Mas o senhor fê-lo entender que aquilo tinha sido um erro na bilheteira e que eu deveria continuar no comboio. Apenas ficou acordado que, caso aparecesse alguém com o número de cama igual ao meu, eu deveria mudar-me para outro lado qualquer (parece que o problema tinha mudado de repente, repararam?). Voltámos para a cama e, nervosos e ainda assustados, estava-nos a custar adormecer. Nem meia hora depois o revisor chama-me de novo. Enquanto que eu ia ter com ele, o Gonçalo interpolou uma rapariga que saía da casa de banho, para saber se nos podia ajudar na tradução. Do pouco inglês que ela falava, deu para perceber que ele me estava a mandar mudar de cama, para um sítio mais afastado mas na mesma carruagem. Para além disso, perguntou-nos se tínhamos cerveja. O que é que ele pretendia? Beber uma cerveja amigável depois de toda a incompreensão e arrogância dele? Para além do mais viajamos com uma mochila às costas, não com um frigorífico. Mudei de cama e por lá fiquei um pouco até que, apenas uns minutos depois, me chamou a terceira vez. Enquanto esboçava um sorriso amarelo, mandava-me para a casa de banho e eu, pensando que ele estava a brincar comigo sugerindo que eu tivesse de fazer o resto da viagem dentro da casa de banho, ri-me também e não entrei. Então, coloca-me dentro da cabine dele e eu, já não percebendo a brincadeira, segurei a porta e não permiti que ele a fechasse, apesar de ele estar a fazer força para tal. O Gonçalo aparece a correr, ele larga a porta e aí apercebemo-nos que ele me queria trancar mesmo lá dentro, porque tinha umas chaves na mão. Aí fomos nós que o encarámos e reagimos, e voltámos para os nossos lugares depois de ele recuar na “brincadeira”.
Acabámos por ficar a noite toda acordados, a conversar e a fazer desenhos para passar o tempo. À incompetência e mesmo estupidez do revisor veio-se a acrescentar outras situações nessa mesma noite: um senhor pediu ao revisor que o acordasse quando estivessem a chegar a determinada estação, mas o revisor não o fez e, mais à frente, uma revisora superior ao passar pela nossa carruagem apercebeu-se de que o gabinete do revisor estava fechado porque ele estava a dormir lá dentro. Uma aventura que esperamos que não se repita, pois foi mesmo assustadora… Mas são e salvos, e à hora certa, chegámos a Moscovo, e vimos neve pela primeira vez na nossa viagem…

O que fica de São Petersburgo nas nossas memórias? Uma cidade cinzenta, cheia de ouro e movimento, igrejas ortodoxas, blocos de prédios antigos, com uma noite atrevida, um frio arrasador, mulheres cuidadas, com muita história e com uma arquitectura magnífica e majestosa. Uma cidade europeia linda, envolvida numa cultura muito específica e diferente. Uma grande experiência, sem dúvida…

до скорой встречи, товарищи!

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28 respostas a Isto é a Rússia, não tentem perceber…

  1. alda oliveira diz:

    olá

    Até que enfim que há alguma emoção. Acabámos de chegar às vossas crónicas. continuem bem e tenham… tranquilidade. Vamos acompanhar-vos a partir de agora. Fiquem bem beijos Alda e Mané

  2. Joana Rebelo diz:

    Estava a ver que nunca mais chegava esta parte de aventura perigosa! ahah
    Mais uma excelente crónica meus amigos!
    beijinhos*

  3. Marisa Silva diz:

    Que crónica cheia de acção! É em alturas como estas, que está implícita a importância da ferramenta da comunicação,e como esta se pode tornar numa barreira! Pelas vossas fotos, vejo uma cidade de ouro mesmo, cheia de cultura e muita muita população. Os Russos são um povo muito centrado em si mesmo, que não gosta de outras raças. Daí não existir traduções em inglês, vergonhoso, para uma cidade turística não? Há quem diga que muitos deles ainda comem só com um garfo? Confirmam?
    Esta experiência enriqueceu-nos, no sentido em que verificámos a personalidade característica e peculiar deste povo.
    E viva a nossa Europa! 🙂
    Boa continuação!

    • fllgapyear diz:

      Não vimos ninguém comer só com garfo, mas na realidade nós também só tivemos nas grandes cidades. A Rússia é, sem dúvida, um povo cheio de cultura e história, por isso é ser tão diferente.
      Este foi o país do maior choque cultural até à data, por isso termos aprendido tanto com ele.

      Obrigado e beijinhos!

  4. Inês Vasco diz:

    Muito bem amigos, mais uma grande crónica, os momentos perigosos estão a aparecer, mas vocês sabem sempre “dar a volta” à situação da melhor maneira, e aposto que agora se estão a rir de tudo aquilo, não vejo a hora de vos poder ouvir a contar todas as peripécias que já passaram. Beijinhos, e cuidado 😉

  5. Manuela Marques diz:

    Olá Gonçalo e Tiago
    A vossa aventura pelo mundo começa agora a ser verdadeiramente interessante, apesar de tudo o que de negativo vos aconteceu. Para se sentir verdadeiramente um país é necessário conhecer e entender o percurso da sua história. A Rússia e o seu percurso político tem matéria do maior interesse e que merecem reflexão. Só vivendo num país se consegue perceber o comportamento de um povo.
    Todo esse “mundo” é fascinante e tudo o que possam absover dele será , sem dúvida, bastante enriquecedor para vocês.
    Cautela com a “bebida” nada de excessos e olhos bem abertos, sempre atentos.
    Um grande beijinho

    • fllgapyear diz:

      Olá Manuela,
      Antes de mais, obrigado por nos ter visitado.
      Concordamos perfeitamente com o que diz no seu comentário. Todo esse conhecimento da história é essencial para compreender uma cultura e perceber a forma de vida de um povo. Aos poucos já algumas coisas vão fazendo sentido…

      Não se preocupe que tomaremos sempre as atitudes mais acertadas.
      Beijinhos.

  6. isabel azevedo diz:

    Bem, conseguiram deixar-nos com o nosso coraçãozinho a bater bem acelarado…, ler este relato do v/ “horrendo” episódio no comboio, apesar de já nos terem dado conhecimento dele antes, só vem confirmar e relembrar que estão mesmo entregues a vocês próprios e com muita frieza e segurança têm conseguir superar todos os obstáculos com que se deparam. Mas muito cuidado! nada de excesso de confiança, mantenham-se sempre juntos e de olhos bem abertos.
    Aparte disto, conhecer esse “lado” da Europa deve ser um desafio, porque como vocês o descrevem, um turista ou sabe russo ou então tem de se desenvencilhar… mas deve ser fascinante, deve ser “um mix” de sensações, a beleza dos monumentos, a riqueza da cultura, a seriedade das pessoas, e depois… muita vodka… ainda bem que vocês são portugueses.
    Aproveitem agora Moscovo e tentem conversar com alguns Moscovitas, eu sei que deve ser difícil, logo mais um desafio!
    Beijos e cautela, muita cautela!

    • fllgapyear diz:

      Não te preocupes, como o Dr. Carlos nos diz muitas vezes, só nunca podemos baixar a guarda, seja em Lisboa ou na Cochinchina. Prometemos sempre fazê-lo.
      Sim, a Rússia e São Petersburgo mais precisamente, é mesmo isso, um mix de sensações, todas elas muito diferentes, mas no seu conjunto, muito agradáveis.
      Isso que nos pedes é que é mais difícil, eles não falam mesmo nada de Inglês.

      Obrigado e beijinhos

  7. MFA diz:

    Caros Lobos Aventureiros,

    Uma aventura suficientemente assustadora para ficarem mais alertas! E a este episódio, aplica-se mesmo o vosso “cognome” – aventura e lobos – a defesa em alcateia!
    Mais uma boa crónica! E pelo que leio (e me embrenho) nesta vossa crónica, este circuito pela Rússia está a ser uma aprendizagem de uma cultura e de um povo muito diferente… Podem gostar mais ou menos, mas de certeza que é para vós uma vivência que vos vai ficar na memória e na retina (pelo que vejo nas fotografias). Assim…

    Absorvam e aprendem toda essa cultura, a história por detrás da mesma…
    Percebam e entendam os porquês dos semblantes mais carregados do povo moscovita…
    A evolução da economia resultante do novo capitalismo e das suas várias riquezas naturais (uma cidade de grandes desigualdades sociais – é o “lar” de muitos dos bilionários do mundo!!)
    Explorem os impactos da profunda história politica, marcante não só na Europa, mas também no mundo.
    Não tenho nenhuma sugestão concreta para Moscovo, tudo no geral que acabei de referir 🙂
    Interessa-me especialmente perceber esta “nova economia” e os impactos da história política – aqui a visita ao Kremlin é obrigatória!

    Beijinhos

    • fllgapyear diz:

      Sim, foi mesmo isso, agimos em defesa dos dois, assim será sempre mais difícil alguém nos complicar a vida…
      A Rússia é, inquestionavelmente, um país a estudar política e historicamente… Temos feito o nosso melhor para chegar às pessoas, a verdade é que é muito difícil pois, infelizmente, nós não falamos russo. De qualquer forma, temos vindo a chegar a algumas conclusões.

      Obrigado pela sugestão (já foi cumprida) e pelo comentário,
      beijinhos

  8. Cristina Saraiva diz:

    Mais uma vez gostei imenso da crónica, tirando esse espisódio bastante estranho e assustador sem dúvida desse revisor alucinado, mas já passou felizmente, façam tudo para nunca se separarem pois isso é muito importante, agora é esquecer e aproveitar Moscovo, que tanto quanto sei é muito bonito. Fiquem bem, divirtam-se e muita atenção também (olho bem aberto).
    Beijos para os meus viajantes preferidos.

    • fllgapyear diz:

      Andarmos sempre juntos e atentos é sem dúvida essencial…
      Agora sim, já passou. Temos andado a conhecer a cidade e é sem dúvida muito bonita!

      Beijinhos e obrigado.

  9. Kaylie diz:

    you definitely just described st. petersburg perfectly!

  10. Jéssica diz:

    Olá, meninos!
    Adoreeeeei o relato. Posso dizer que me senti presente em muitos dos detalhes descritos dessa incrível São Petersburgo. Como um sábio czar certa vez disse: está na Rússia, mas não é russa. Achamos São Pete. meio a cara de Paris, meio a cara de Veneza, meio a cara de Roma. Ou seja, a cara de três encantadoras cidades européias, mas com um pitada especial: a cultura russa! Foi DEMAIS!
    E foi mesmo um grande prazer conhecê-los. Desejo muita sorte nessa trip louca e gigantesca que espera por vocês. =)

    Jéssica (brasileira, eramus no Porto)

    • fllgapyear diz:

      Olá Jéssica
      Obrigado pelo comentário. Também foi, para nós, muito bom conhecer-vos, passámos momentos divertidos juntos. São Petersburgo é, sem dúvida, muito diferente e bonito.

      Beijinhos e boa sorte para vossa aventura por Portugal, aproveitem, pois ele continua a ser o nosso país favorito!

  11. essa viagem foi pior que ver um filme de terror, ainda bem que voçês tiveram (sangue frio), para superarem a situação espero que não tenham mais histórias semelhantes ,mas estejam atentos. Até que enfim viram neve usem bons agasalhos. BEIJINHOS para os meus queridos

  12. Gena diz:

    Assustadora a experiencia com o revisor! Oxalá seja a ultima que tenham assim tão desagradável, mas pelo sim pelo não mantenham-se atentos e sempre juntos! Agora não deixem que isso estrague a vossa viagem, pois gente assim existe em toda a parte, mas também há muito boa gente disposta a ajudar e pelos vistos a maioria tem sido bastante simpática!
    Aproveitem a estadia em Moscovo! Estive a fazer uma pesquisa e pelo que vi é uma cidade linda! Os monumentos continuam a ser muito bonitos e as estações do Metro são qualquer coisa de espectacular! Tirem muitas fotos divirtam-se e divirtam-nos!
    Beijinhos

    • fllgapyear diz:

      Esperemos que não Gena… Claro que vamos aproveitar, a cidade é muito bonita. Já tivemos a experiência de andar no metro de Moscovo e é realmente bonito, faz lembrar salas de palácios.

      Beijinhos e obrigado!

  13. Carlos Torres diz:

    Caríssimos Gap’s,
    Pois, a Rússia no seu melhor!!! Eu bem que vos avisei, que aqui sim, iriam sentir uma “Europa” bem diferente. Ainda bem que se souberam defender desse estranho revisor. Tal como eu sempre vos disse, nunca, mas nunca mesmo, baixem as guardas!
    Faço ainda notar que a Rússia não é um país de história recente – bem pelo contrário, é um país milenar (não confundir com a União Soviética).
    Um abraço e não se esqueçam de em Moscovo comer uma deliciosa sopa de cogumelos!

    • fllgapyear diz:

      Nunca baixar as guardas é mesmo o conselho correto, viver a viagem de olhos abertos…
      Com a “história recente” da Rússia queríamos apenas referir os efeitos de toda uma história e legado da União Soviética, pois é essa que pensamos ter a maior influência na Rússia actual.
      Quanto à sopa de cogumelos, já comemos uma em São Petersburgo e não nos importamos nada de repetir a experiência, muito boa, mesmo.

      Muito obrigado, um abraço!

  14. Engraçadas as histórias mas cheira-me que ainda vão apanhar sustos maiores! :p

    Já agora… “advertência” -> “aversão” 🙂

    Gonçalo. Falamos amanhã? Preciso da sua autorização para a mudança final!

    Continuem a partilhar!
    Ricardo

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